A diretoria da Associação Paranaense de Engenheiros Florestais (APEF) promoveu, nesta sexta-feira (24), um bate-papo com engenheiros florestais do Instituto Água e Terra (IAT). O encontro teve como objetivo destacar a importância do associativismo para o fortalecimento da engenharia florestal no estado.
Participaram da conversa profissionais de diversos setores e escritórios regionais do IAT, além da diretoria da APEF: a presidente Lella Bettega, o vice-presidente Marco Aurélio Ziliotto, o secretário-geral Sergio Dyminski Arruda e a secretária Joema Carvalho.
Na pauta, esteve a atuação das entidades de classe na representatividade da profissão junto ao CREA e a outros órgãos reguladores. “Hoje, somos cinco entidades de classe, mas, no passado, a APEF chegou a perder seu registro e o estado ficou com apenas duas. Isso impedia a criação da Câmara Técnica Florestal, um sonho antigo que só se concretizou em 2024. Hoje, o Paraná se junta a outros 11 estados que possuem essa Câmara Especializada junto ao CREA, permitindo debater os desafios e o futuro da profissão. Antes disso, estávamos vinculados à Câmara Especializada de Agronomia”, explicou Lella.
O posicionamento foi reforçado pelo vice-presidente da entidade que lembrou a importância de engenheiros florestais ocuparem não apenas o IAT, mas outros órgãos relativos à gestão pública, como a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável- SEDEST, de Agricultura – SEAB e outros espaços onde é discutido o desenvolvimento econômico e sustentável do estado. “É importante ter engenheiros florestais em todas as áreas de atuação, e não apenas em um determinado departamento. Só assim ocuparemos mais espaço nos ambientes de tomada de decisão e poderemos aplicar nosso conhecimento em toda a sua amplitude, fortalecendo nossa representatividade”, destacou Ziliotto.
O engenheiro florestal e presidente do IAT, Volnei Bisognin, também participou do encontro e relembrou o início de sua trajetória no estado. “Estamos muito contentes por ter contratado muitos engenheiros florestais no último concurso e ver que eles estão presentes na sede e em quase todos os nossos Escritórios Regionais. É um prazer receber a APEF. Eu, que já fui associado a entidades e sindicatos, entendo perfeitamente a importância dessas organizações para o fortalecimento da nossa profissão”, afirmou.
Ao encerrar, a presidente da APEF reforçou o compromisso com o futuro da categoria: “Tenho orgulho de ser Engenheira Florestal e defendo a profissão onde quer que eu vá. Cabe às novas gerações, como a dos novos técnicos do IAT, defender a profissão e as florestas para que não voltemos a ficar estagnados. Cabe a nós resgatar o reconhecimento que a engenharia florestal merece, sem desrespeitar outras áreas que também são importantes, mas fazendo valer o nosso papel nesse contexto”.
A engenheira florestal Aline Canetti, do Núcleo de Inteligência Geográfica e da Informação (NGI) do IAT e organizadora da ação, avaliou o encontro de forma bastante positiva: “A reunião foi muito proveitosa para os servidores conhecerem o trabalho da APEF, saberem que tem pessoas unidas lutando pelas questões técnicas e atribuições da nossa profissão”, disse.
Ao final do evento, os participantes receberam exemplares do livro “História entre raízes e frutos: 65 anos da Engenharia Florestal no Paraná”, publicado pela APEF, e participaram do sorteio de brindes.
Somos uma instituição voltada a atender os desafios impostos para unir e defender a classe florestal no estado do Paraná, bem como oferecendo formas de atualização e melhoria dos profissionais.