Documento desenvolvido por associados à entidade visa aumentar a segurança da população e preservar o patrimônio arbóreo urbano por meio de critérios técnicos padronizados
Para enfrentar o impacto de eventos climáticos extremos e os episódios recentes de quedas de árvores nas cidades brasileiras, a Associação Paranaense de Engenheiros Florestais - APEF abriu uma Consulta Técnica Pública para a consolidação do Manual Técnico para Avaliação de Risco de Árvores Urbanas. O documento, de autoria dos engenheiros florestais associados à entidade Sérgio Dyminski Arruda e Marco Aurelio Busch Ziliotto, propõe uma metodologia padronizada para identificar, analisar e gerenciar o risco arbóreo com fundamentação científica e transparência.
Entre as inovações da proposta está a criação de um sistema de rastreabilidade com o uso de placas de identificação com QR Code nas árvores. A ferramenta vincula cada exemplar a um cadastro digital georreferenciado, permitindo que técnicos, gestores públicos e a comunidade acompanhem o histórico de inspeções, saúde e intervenções em cada árvore. Além disso, o Manual traz um protocolo específico para avaliar a influência dos ventos (Índice de Exposição ao Vento - IEV), fator decisivo diante de tempestades e rajadas intensas.
Um dos pilares do método é diferenciar o que é um defeito (como uma cavidade ou galho seco) do que realmente representa risco iminente de queda. Assim, cumpre-se o objetivo principal do documento: Evitar laudos genéricos e remoções desnecessárias, priorizando a conservação das árvores sempre que for seguro para a população e a infraestrutura urbana.
"A árvore urbana é um patrimônio ambiental, paisagístico e social. A finalidade do manual não é estimular o corte, mas qualificar tecnicamente as decisões para preservar esse patrimônio sempre que possível e oferecer critérios claros quando houver necessidade de intervenção", afirma Ziliotto. Ele lembra que a metodologia proposta no Manual leva em consideração todo o ciclo de manejo das árvores, da primeira inspeção técnica até a verificação do serviço executado no local e a determinação do risco que permanece após a intervenção.
"Uma árvore pode apresentar diferentes componentes e cenários de falha. Um galho direcionado para uma área de intensa circulação não representa o mesmo cenário de um componente voltado para um local sem ocupação, por exemplo. O método busca individualizar essas situações e registrar evidências para orientar decisões proporcionais. Queremos oferecer aos profissionais uma metodologia prática e consistente. A proposta é aumentar a uniformidade das avaliações e oferecer maior segurança técnica tanto para os profissionais quanto para os gestores públicos", explica Sérgio.
Consulta Técnica:
A consulta técnica pública permanecerá aberta no site da APEF até o dia 10 de agosto e receberá contribuições dos associados e demais profissionais habilitados que atuam com laudos, inventários florestais, arborização urbana e gestão ambiental. Todas as participações serão analisadas pelos autores e poderão ser incorporadas à versão final do documento que será apresentada durante o 1º Seminário Florestal da APEF, no dia 12 de agosto.
O evento reunirá engenheiros florestais, especialistas, gestores públicos e representantes do setor para discutir os desafios da arborização urbana, da avaliação de risco e da gestão preventiva do patrimônio arbóreo e mercado florestal.
Participe!
Se você é engenheiro florestal, engenheiro agrônomo, biólogo, arquitetos e urbanistas, gestores públicos ou outro profissional habilitado que atua com arborização urbana, inventários florestais, avaliações fitossanitárias ou gestão ambiental, participe da consulta pública.
Sua experiência poderá contribuir para o aperfeiçoamento de uma metodologia que busca fortalecer a segurança da população, preservar o patrimônio arbóreo urbano e apoiar municípios, empresas e profissionais na tomada de decisões técnicas cada vez mais qualificadas.
Envie suas contribuições no link: https://forms.gle/jRunTGjRYSwrdTtT8
Sobre os Autores:
• Eng. Florestal e Eng. de Segurança do Trabalho Sérgio Dyminski Arruda (CREA/PR 25.835-D)
• Eng. Florestal Marco Aurelio Busch Ziliotto (CREA/PR 23.402/D)
• Apoio Institucional: Associação Paranaense de Engenheiros Florestais – APEF
Contato para a imprensa: Joana Serra (41) 99914-5730
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